quarta-feira, 8 de junho de 2011

+ BrasiLeitores

            A leitura é um maravilhoso exercício tanto para o corpo, quanto para a mente. Além disso, é um ótimo passatempo para todas as idades. Entretanto, esse contato é cada vez menos frequente na população brasileira. De acordo com dados do ano de 2006 oferecidos pela Câmara Brasileira do Livro determinam que apenas 10% da população (17 milhões) leem entre um e dois livros por ano. O país tem uma média de 1,8 livros lidos, ao ano, por habitante. Na França, esse número sobe para sete.
            O livro é fundamental no registro de fatos importantes da nossa história, para que consigamos repassar estes às populações posteriores. Ele é um vetor de conhecimento. De acordo com pesquisas do mundo inteiro, o ato de ler, principalmente quando somos crianças, beneficia diversos sentidos: aprendemos melhor, pronunciamos melhor as palavras e aperfeiçoamos nossa comunicação geral – esta última é fundamental para a vida em sociedade uma vez que o termo comunicação é um sinônimo da palavra cultura que, finalmente, caminha unida com a cidadania.
            Alguns projetos tentam estimular a sociedade na atividade de leitura. Com 10 anos de existência, o Instituto Brasil Leitor (IBL), presidido pela famosa autora de livros infantis, Ruth Rocha, cria oportunidades para milhares de brasileiros entrarem em contato com o universo literário.
            A missão, escrita em seu estatuto, é a de "desenvolver projetos apoiados nas instituições de massa, em especial a escola, para expandir o uso e a familiaridade com os livros, jornais, revistas e computadores entre jovens, crianças, famílias e professores, em especial os das grandes periferias, abandonadas à barbárie da urbanização selvagem". O Instituto conta com 97 bibliotecas distribuídas por 10 estados e realizou, ao longo da última década, inúmeros projetos que colocam a cultura da leitura em destaque.

Projetos

            Um das mais conhecidas ações do IBL é o Projeto Ler é Saber, apelidado de Biblioteca Leitura na Primeira Infância. Nele se estimula a leitura entre crianças de 0 a 6 anos, privilegiando o conceito de “Geração de Leitores. Eles instalam, dinamizam e gerem bibliotecas em creches, escolas de primeira infância, escolas de ensino médio, hospitais, associações, entre outros.
            No décimo aniversário do IBL, um projeto criativo e dinâmico foi criado. O “Perca um Livro” propõem que percamos um livro em locais públicos. Em todos os livros que estão "perdidos" pela cidade de São Paulo existem etiquetas com informações sobre o projeto. Nelas, estão inseridos códigos, e ao acessar o site, o leitor digita esse código e tem acesso aos lugares por onde aquele livro já passou.”

               É necessário que tais instituições cresçam e apareçam cada vez mais no país, que um dia será não apenas constituído de brasileiros e sim, de leitores.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Livro animado

A infância digital é cada vez mais real nos lares brasileiros. Muitos baixinhos já sabem como se usa os computadores e, principalmente, a internet. A antiga "pelada" que jogávamos nas ruas, ou as brincadeiras de pega-pega e corre-corre foram transformadas em jogos com muitos kbytes. Com tanta tecnologia, a leitura de livros fica em segundo, ou melhor, terceiro plano, mas isto está prestes a mudar.
Alguns sites se preocupam tanto com a diversão quanto com o aprendizado, como é o caso do site da ZUZUBALÂNDIA.

O endereço que pertence ao provedor IG possui além de jogos e diversão, uma parte de livros animados. São textos infantis imersos a pequenas apresentações de multimídia, trazendo cultura e diversão às crianças da nova geração.

São inúmeras atrações, além do livro animado, que o site traz ao pequeno cibernético. Vídeos educativos, que tratam do uso de drogas e de outros assuntos também se encontram no endereço além, é claro, de vários jogos online para unir diversão e aprendizado!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

VIVA - Os contadores de histórias !

Ficar doente, numa cama de hospital, não é algo lá muito agradável. Principalmente quando  se é uma criança. Os chamados "contadores de histórias", capacitados pela Associação VIVA, desejam que a "estada hospitalar" seja repleta de fantasia, trazida pela leitura de histórias infantis, e divertida, com as brincadeiras planejadas para essas crianças tão especiais.

O VIVA

Associação Viva e Deixa Viver capacita voluntários para que tais se tornem contadores de histórias em hospitais para crianças e adolescentes internados em NOVE estados do país entre eles está a Bahia, São Paulo e o Ceará). Ao total são 82 hospitais que eles atendem por todo o Brasil. Só em  São Paulo, o VIVA atua em 39 hospitais.  O Hospital Emílio Ribas, localizado na área paulistana, foi o pioneiro a receber os voluntários, em agosto de 1997.
Além de contar histórias infantis, os voluntários também brincam com as crianças criando, no espaço hospitalar, um lugar de divertimento.

COMO TUDO COMEÇOU?

Em 1993 Valdir Cimino, diretor e fundador do VIVA, ajudava as crianças do Hospital Emílio Ribas, comprando brinquedos e organizando a arrecadação de tíquetes refeição para compra de leite.
Certo dia ele, conversando com sua sobrinha, explicou a ela as dificuldades que passam as crianças que estão num ambiente hospitalar e o quanto Cimino queria mudar esta situação. Foi neste momento que Violeta falou para ele: “Tio, leia para elas”.
A partir deste dia, o publicitário começou a construir seu sonho que hoje “vive” em vários Estados brasileiros.

CENTRO DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

São Paulo é um importante local para esta OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, pois é aqui que existe o "Centro de contação de Histórias". Este "é um departamento criado para fomentar pesquisa, estudos e realizar atividades de difusão cultural que contribuam para a sustentabilidade da entidade, difundindo a arte de contar histórias (...) A programação envolve aulas sobre arte, teatro, jogos lúdicos, música (...)" 


COMPROVANDO O BENEFÍCIO DE SE CONTAR HISTÓRIAS

Uma pesquisa realizada pela UNICAMP (Avaliação, através da técnica de análise de desenho, da atividade dos 'Contadores de Histórias' para crianças e adolescentes hospitalizados), mostrou que a hospitalização era vista, pelas crianças adoecidas, como algo agressivo, com muita insegurança e pouca energia vital, entre outros sentimentos. Após o contato com os chamados, 'Contadores de Histórias' esta situação se modificou. De acordo com o relatório, notou-se uma "melhora na integração dos sentimentos, alivio da angústia e aumento da confiança e esperança na recuperação."




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