A leitura é um maravilhoso exercício tanto para o corpo, quanto para a mente. Além disso, é um ótimo passatempo para todas as idades. Entretanto, esse contato é cada vez menos frequente na população brasileira. De acordo com dados do ano de 2006 oferecidos pela Câmara Brasileira do Livro determinam que apenas 10% da população (17 milhões) leem entre um e dois livros por ano. O país tem uma média de 1,8 livros lidos, ao ano, por habitante. Na França, esse número sobe para sete.
O livro é fundamental no registro de fatos importantes da nossa história, para que consigamos repassar estes às populações posteriores. Ele é um vetor de conhecimento. De acordo com pesquisas do mundo inteiro, o ato de ler, principalmente quando somos crianças, beneficia diversos sentidos: aprendemos melhor, pronunciamos melhor as palavras e aperfeiçoamos nossa comunicação geral – esta última é fundamental para a vida em sociedade uma vez que o termo comunicação é um sinônimo da palavra cultura que, finalmente, caminha unida com a cidadania.
Alguns projetos tentam estimular a sociedade na atividade de leitura. Com 10 anos de existência, o Instituto Brasil Leitor (IBL), presidido pela famosa autora de livros infantis, Ruth Rocha, cria oportunidades para milhares de brasileiros entrarem em contato com o universo literário.
A missão, escrita em seu estatuto, é a de "desenvolver projetos apoiados nas instituições de massa, em especial a escola, para expandir o uso e a familiaridade com os livros, jornais, revistas e computadores entre jovens, crianças, famílias e professores, em especial os das grandes periferias, abandonadas à barbárie da urbanização selvagem". O Instituto conta com 97 bibliotecas distribuídas por 10 estados e realizou, ao longo da última década, inúmeros projetos que colocam a cultura da leitura em destaque.
Projetos
Um das mais conhecidas ações do IBL é o Projeto Ler é Saber, apelidado de Biblioteca Leitura na Primeira Infância. Nele se estimula a leitura entre crianças de 0 a 6 anos, privilegiando o conceito de “Geração de Leitores. Eles instalam, dinamizam e gerem bibliotecas em creches, escolas de primeira infância, escolas de ensino médio, hospitais, associações, entre outros.
No décimo aniversário do IBL, um projeto criativo e dinâmico foi criado. O “Perca um Livro” propõem que percamos um livro em locais públicos. “Em todos os livros que estão "perdidos" pela cidade de São Paulo existem etiquetas com informações sobre o projeto. Nelas, estão inseridos códigos, e ao acessar o site, o leitor digita esse código e tem acesso aos lugares por onde aquele livro já passou.”
É necessário que tais instituições cresçam e apareçam cada vez mais no país, que um dia será não apenas constituído de brasileiros e sim, de leitores.
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