quarta-feira, 1 de junho de 2011

VIVA - Os contadores de histórias !

Ficar doente, numa cama de hospital, não é algo lá muito agradável. Principalmente quando  se é uma criança. Os chamados "contadores de histórias", capacitados pela Associação VIVA, desejam que a "estada hospitalar" seja repleta de fantasia, trazida pela leitura de histórias infantis, e divertida, com as brincadeiras planejadas para essas crianças tão especiais.

O VIVA

Associação Viva e Deixa Viver capacita voluntários para que tais se tornem contadores de histórias em hospitais para crianças e adolescentes internados em NOVE estados do país entre eles está a Bahia, São Paulo e o Ceará). Ao total são 82 hospitais que eles atendem por todo o Brasil. Só em  São Paulo, o VIVA atua em 39 hospitais.  O Hospital Emílio Ribas, localizado na área paulistana, foi o pioneiro a receber os voluntários, em agosto de 1997.
Além de contar histórias infantis, os voluntários também brincam com as crianças criando, no espaço hospitalar, um lugar de divertimento.

COMO TUDO COMEÇOU?

Em 1993 Valdir Cimino, diretor e fundador do VIVA, ajudava as crianças do Hospital Emílio Ribas, comprando brinquedos e organizando a arrecadação de tíquetes refeição para compra de leite.
Certo dia ele, conversando com sua sobrinha, explicou a ela as dificuldades que passam as crianças que estão num ambiente hospitalar e o quanto Cimino queria mudar esta situação. Foi neste momento que Violeta falou para ele: “Tio, leia para elas”.
A partir deste dia, o publicitário começou a construir seu sonho que hoje “vive” em vários Estados brasileiros.

CENTRO DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

São Paulo é um importante local para esta OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, pois é aqui que existe o "Centro de contação de Histórias". Este "é um departamento criado para fomentar pesquisa, estudos e realizar atividades de difusão cultural que contribuam para a sustentabilidade da entidade, difundindo a arte de contar histórias (...) A programação envolve aulas sobre arte, teatro, jogos lúdicos, música (...)" 


COMPROVANDO O BENEFÍCIO DE SE CONTAR HISTÓRIAS

Uma pesquisa realizada pela UNICAMP (Avaliação, através da técnica de análise de desenho, da atividade dos 'Contadores de Histórias' para crianças e adolescentes hospitalizados), mostrou que a hospitalização era vista, pelas crianças adoecidas, como algo agressivo, com muita insegurança e pouca energia vital, entre outros sentimentos. Após o contato com os chamados, 'Contadores de Histórias' esta situação se modificou. De acordo com o relatório, notou-se uma "melhora na integração dos sentimentos, alivio da angústia e aumento da confiança e esperança na recuperação."




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